"Não poderia imaginar que isso aconteceria um dia" CAP.1



POV : Bom, agora já faz quase dois meses que eu, e estamos em Londres, já fizemos tantas coisas, nós moramos no Brasil, todas viemos para Londres para aproveitar (dizem que em Londres tem as melhores baladas do mundo), mas as nossas famílias pensam que estamos juntando dinheiro para quando voltarmos, isso acontecerá daqui dez meses. Alugamos um apartamento não muito luxuoso mais que era bom para nós três.
: e estão se arrumando para irmos em uma balada nova que está fazendo sucesso em Londres, eu já estou pronta faz uma hora, elas que sempre demoram uma eternidade para ficarem prontas. Depois de um longo tempo esperando elas finalmente saíram de dentro dos quartos, chamamos um táxi e pedimos para ele correr para a balada nova.
: Chegamos na balada, era bem legal, ficamos esperando um certo tempo na fila mas logo entramos, falou que ia no bar pegar alguma bebida e então fiquei conversando com a .
- E então, está gostando de Londres? - disse um pouco alto pois o sol estava ensurdecedor -
- Claro que sim

POV : Tem um garoto olhando pra mim, ele é lindo e está com alguns amigos, tenho a impressão de que já vi ele em algum lugar, só não sei aonde. Vou voltar para as garotas antes que elas achem que eu fui raptada.
- Demorei?
- Quase nada - disse ironicamente.
Vi um garoto muito lindo perto do bar, ele correspondia aos meus olhares
- Garoto? Tinha amigos? Eram bonitos? - falou quase que sonhando
Não respondi e apenas chamei elas para ir pra pista de dança.

POV : Ela era linda e ficou olhando pra mim o tempo que ela esteve no bar, preciso ver ela denovo, eu vou ver.
- ONDE VOCÊ VAI ? - Gritou
- Tenho que ir ver uma pessoa, já eu volto!
E lá está ela, acho que aquelas são suas amigas, será que ela é daqui de Londres mesmo? Ela é linda, e aquele sorriso, é o sorriso mais lindo que eu já vi, tenho que ir até ela.
- Ei, posso dançar aqui contigo?
Olhou assustada mas logo percebeu que eu era o cara que não parava de olhar pra ela no bar. Ela confirmou com a cabeça e ficamos uns 20 minutos conversando, ela disse que seu nome era e que os das suas amigas eram e , ela também disse que estava em Londres fazia uns dois meses. Mas a minha felicidade terminou logo que uma das suas amigas começou a falar que tinham que ir embora logo, ela se despediu de mim e eu a pedi seu número, ela me passou correndo e saiu rapidamente. Vou ligar pra ela o mais rápido que eu puder.
POV : Ele estava conversando comigo, estávamos tendo um papo tão legal mas a desgramada da começou a falar que tínhamos que ir embora, ele pediu meu numero, eu dei né, espero que ele ligue. Cada vez que meu telefone tocava eu corria para ver se era um número desconhecido e para ver ele, eu já estava perdendo a esperança quando depois de cinco dias do dia da balada meu telefone toca, nunca imaginaria que seria ele.
- Alô?
- ? - disse com a voz rouca
- Sim quem é?
- , aaaaah que saudade, é o .
- Ahhhhhh , tudo bem?
- Tudo sim, é o seguinte, eu e os meus amigos estamos fazendo um churrasco, você e suas amigas querem vir?
- Ah, nós vamos sim, quando vai ser e que horas?
- Vai ser hoje as duas da tarde! Aqui em casa, te passo o endereço por mensagem.
- OMG, ok, duas da tarde, então tá, vou me arrumar e estamos aí na hora, tchau beijo. Meu celular vibrou, era a mensagem dele passando o endereço, marquei em um papel e parei no centro da sala e gritei: CHURRASCO NA CASA DO MEU AMIGO, SE ARRUMEM LOGO, SÓ TEMOS ATÉ 2 HORAS! Olhei no relógio, era 12:45, fui para o meu quarto correndo( o meu quarto e o da era os únicos com suíte, coitada da ), eu escutei os passos delas indo para o banheiro, eu tomei um banho super rápido, coloquei a roupa que eu tinha comprado no dia passado "http://25.media.tumblr.com/781c2c1342b0318e8d587b86d56c61e2/tumblr_mkdpn8C4LK1s7e8fro1_500.png" e saí do meu quarto, olhei no relógio era 1:45, perguntei se elas já estavam prontas, as duas saíram dos quartos, estava assim:"http://24.media.tumblr.com/401e5123c5a61b6c85ddc355cd9820a2/tumblr_mkdped9UNh1roon5po1_250.png" e estava assim: "http://25.media.tumblr.com/470034ebc1464fde09a56e86e746b7ca/tumblr_mkef3cYfsT1rjhw7do1_500.jpg", nós tinhamos que sair de casa logo, afinal, da nossa casa até a casa do era uma meia hora, iríamos chegar atrasadas.

POV : Elas não chegaram ainda, será que estão atrasadas ou elas apenas ficaram em casa?
- E as suas amigas , não vão vir? - disse tirando sarro.
Todo aquele cheiro de churrasco estava me fazendo mal, resolvi subir pro meu quarto e deixarem eles aproveitarem o churrasco sozinho. Deitei em minha cama e fechei os olhos, quando ouvi uma buzina, corri até a sacada e lá estava ela, estava linda. Desci correndo as escadas(quase que caí) e fui até ela
- !
- OLÁAAA , bom, trouxe essa carne aqui e alguns refrigerantes. Fiquei parado olhando pra ela, ela deu um sorriso e suas bochechas coraram, eu peguei as coisas que ela tinha trazido, cumprimentei e e entreguei a carne para o .

POV : Ele estava lindo, e aquele sorriso continuava perfeito. Durante o churrasco percebi indiretas do para a , e pensando bem, até que eles ficariam legais juntos, e a e o então, pareciam que estavam se comendo apenas com o olhar, e ele fazia de tudo pra ela, pegava refrigerante, perguntava se ela queria dar um pulo na piscina, e ela aceitou, os dois ficaram brincando, até vi eles darem um selinho, mas resolvi não contar pra ninguém. Conversei demais com o ele pegava na minha mão, nós rimos muuuito, éramos os mais escandalosos de lá, foi uma tarde perfeita!

POV : Confesso que fiquei olhando para o o tempo todo, mas pensei que ele já deveria ter namorada, ele é bonito demais pra ser solteiro, abaixei a cabeça, avisei ao que eu ia tomar água, afinal, a casa é dele. Abri a geladeira, quando eu fechei "PAM" estava parado olhando e dando risada
- Te assustei? Desculpa
- Um pouco, não tem problema - dei um sorriso de canto
- Você é daqui mesmo? né?
- Não, vim morar faz uns dois meses, volto daqui dez meses. Sim, .
- Entendo. Ei, eu tenho que ir embora já, se você quiser, pode me passar seu número?
- Claro, me dê seu celular.
- Meu celular? Pra que? - falou assustado
- Pra marcar meu número
- AAAAAH, tome aqui.
Marquei meu número em sua agenda como mesmo e entreguei o celular pra ele denovo. Ele me abraçou e me deu um beijo na bochecha com um sussurro "Tchau , até mais, eu te ligo." Fiquei vermelha e abaixei a cabeça.
Depois de um certo tempo depois chamei e para ir embora, na hora que estávamos cruzando o portão, vi e darem um beeeeeijo daqueles de cinema, e também foi presenteada com um selinho de . Esses casais...






Cap.2
POV : Depois de dois dias me ligou e perguntou se eu queria sair com ele, para comer algo e para se divertir, aceitei é claro. Ele combinou comigo às 8 da noite, 7 e meia ele já estava parado e buzinando na frente do apartamento, eu tive a impressão que ele iria vir mais cedo e me arrumei mais cedo também, coloquei essa roupa: "http://24.media.tumblr.com/8bc113864ce7cb6e5a79842305af764a/tumblr_mkymyxBzGm1s9fzu6o1_500.jpg" e desci correndo, quando eu saí, lá estava ele todo sorridente e encostado no carro, dei risada também, ajeitei minha bolsa e ele veio ao meu encontro. Me abraçou, deu um beijo(na bochecha) e disse que estava feliz em me ver. Abriu a porta pra mim e entrou logo em seguida.
- Oque quer ir comer ? - disse ele todo fofo
- Pizza! We
- Pizza então!
POV : Estou tão feeeeliz, saiu com o , penso que agora ela achou alguém que a ame. Meu telefone começou a tocar, fiquei assustada, quem poderia ser? Na hora veio na minha cabeça, nós trocávamos sms's todos os dias depois daquele beijo e ele também me liga de madrugada, mas agora? São 8:30 da noite, era pra ele ligar mais tarde. Olhei na tela do celular e lá estava o nome dele.
- Alô?
- , ei, é, tudo bem?
- Sim e você?
- Também, é o seguinte, estamos só eu e em casa, e queremos saber se você e a não querem vir para assistirem alguns filmes e etc?
- Ah, espera um pouquinho .
estava em seu quarto provavelmente escrevendo mils textos para os seus pais no Brasil, gritei ela da sala e ela gritou de volta.
- está convidando a gente para ir assistir um filme na casa dele.
- Não, estou bem , obrigada.
- vai estar lá.
- EU VOU! - Disse ela em um tom bem maaaais alegre
- ?
- E então , vocês vem?
- Iremos.
- Ahhhhhh, omg, ok, então espero vocês.
- Tá certo, tchau beijo, até.
Desliguei o telefone e já estava pronta, como ela se arruma rápido quando é pra ir em um lugar que ela realmente quer estar. Fui pro meu quarto, tomei um banho e me arrumei e então fomos para a estrada a caminho da casa dele.
POV : Foi tipo, uma ótima noite, trocamos olhares e rimos a noite inteira, depois do jantar fomos num parque tomar sorvete, sujei ele de sorvete e ele também me sujou, depois deitamos na grama(sim, na grama) para olhar as estrelas. Quando vi já estávamos nos beijando perdidamente. Depois de recuperarmos o fôlego ele me levou para o apartamento, nos beijamos dentro do carro mais um tempão, quando ele começou com as "mãos bobas" eu me despedi dele com outro beijo e entrei. Ele sorriu até eu entrar dentro do prédio, e logo depois escutei ele indo embora. Uma das melhores noites da minha vida! Quando entrei no apartamento, TCHARAM, nem estavam lá, onde estão essas garotas? Mandei uma sms pra ela: "Minha noite foi perfeita, estava perfeito, nos beijamos como se não tivesse amanhã, e onde vocês estão?".
Depois disso fui tomar banho e dormir, ele mandou outra mensagem. "Boa noite, espero ver você bem logo."

POV : Chegamos na casa do e ele e estavam jogados no sofá, logo puxou a para sentar ao seu lado. Sentei ao lado de e ele olhou pra mim, sorriu e me beijou, na frente dos dois. Quando paramos de nos beijar os dois nos olharam com cara de quem tinha visto um fantasma. Assistimos "Os vingadores", confesso que nem eu nem ele prestamos atenção no filme, estávamos ocupados demais nos beijando, eu deitei várias vezes no seu ombro, e nos abraçavamos debaixo da coberta. Também vi várias vezes dando selinhos na , quando esses dois vão parar de ficar só nessa e vão se beijar de verdade?
Meu celular vibrou no meio do filme, era a Ju, e lá estava a sms dela falando que a noite fora perfeita e que eles se beijaram muito. Li em voz alta a sms e e se olharam assustados.
- Oque foi gente?
- repete a mensagem por favor?
Repeti e eles se olharam como se o mundo estivesse acabando.
- e se beijaram e ficaram?
- Sim, porque?
- , ele tem uma namorada!



CAP 3
POV : Eu e a ficamos super assustadas e o e o Louis também é claro, não podíamos deixar assim, afinal a era nossa melhor amiga e saber que o garoto que ela está saindo tem namorada não é justo.
Terminamos de ver o filme super preocupados e decidimos que contariamos a ela no dia seguinte. Logo depois do filme acabar, nos despedimos (e finalmente deu um beijo daqueles na . ficou na porta comigo por uns dez minutos, ficamos abraçados e conversando sobre esse problema. Quando a começou a me acelerar falando que já tava tarde, ele me beijou e falou que me ligaria ou mais tarde ou no dia seguinte.
Chegamos em casa e estava toda feliz, sorrindo para as paredes, trocando mensagens com o e a partir desse momento comecei a ter raiva dele. não conversou muito com ela pois estava com medo de ficar nervosa e contar tudo. Fiz quase a mesma coisa, dei um boa noite e fui pro meu quarto. Não demorou muito para me ligar.
- , me desculpe.
- Oque? Porque?
- Eu deveria ter sacado que os dois estavam quase ficando
-Primeiro, não é culpa sua, segundo, ninguém iria saber.
Ficamos um bom tempo conversando e fomos desligar só as 5 da manhã, até porque no dia seguinte era sábado e não iriamos trabalhar.

POV : e a estavam muito bravas comigo ou tristes, elas quase não falaram comigo quando chegaram da casa do , fiquei a noite inteira pensando nas coisas que disse e que poderia ter magoado elas. Ou ela estava brava por eu ter mandado sms e ter atrapalhado o clima, bom, de qualquer forma irei falar com as duas amanhã.
Fiquei trocando sms com a noite inteira, ele dizia que aquela noite foi maravilhosa e que poderiamos sair denovo. Ele é diferente, ele é o garoto que sempre sonhei.

POV : Não acredito que o tenha feito isso, nunca que eu poderia imaginar que ele faz isso com as meninas, ou especificamente dizendo, com a , mas pelo menos as meninas iam contar a ela hoje, depois do almoço vou ligar pra e ver se deu tudo certo. Mas tinha outra coisa que tava me deixando curioso e tinha a ver com um viado que eu estava morando junto.
- Hey
- Que?
- Tá gostando da ?
- É - ele deu um suspiro - acho que sim, porque?
- Nada, nada.
- E você e a ?
- Ah, também acho que estou gostando dela
- Agora você se endireita.

POV : Acordei super cedo na manhã seguinte, não consegui dormir muito bem de tão ansiosa mas eu não estava nem um pouco afim de contar aquilo pra . Fui até a porta do quarto da , bati na porta e ninguém abriu, entrei mesmo assim. Ela tava dormindo e o celular do lado, pulei em cima dela com todo meu peso.
- AHHHHHHHHH, SAI DE CIMA DE MIM SEU TRAVESTI - disse ela super irritada
- Vamos contar agora pra ela?
- Pode s... - de repente ela se interrompe quando olha na tela do celular - EU VOU TE MATAR SUA VIADA, É 6:30 DA MANHÃ E VOCÊ VEM ME ACORDAR? PERCEBEU QUE HOJE É SÁBADO? SÁAAAABAAAAADO
- Pô, não se irrita também né
De repente a gente vê a entrando e perguntando oque estava acontecendo e porque toda a gritaria, nós nos olhamos e decidimos que seria ali mesmo que iriamos contar. se sentou na cama e mandou sentar no meio da gente.
- A gente precisa te contar algo, só queremos que você saiba que descobrimos isso ontem a noite e bom, a culpa não é de ninguém a não ser do . - falou meio preocupada.
- E queremos também que você saiba que estamos aqui pra tudo e nunca iremos te abandonar - completei
- Falem logo, estou ficando preocupada.
- É, ahm, o sabe? ele, bom
- Ele namora
parou por um segundo, engoliu seco e perguntou: Oque?
- É, ele namora, ainda não sabemos o nome da garota e tal mas nos contou ontem quando você mandou sms pra mim falando do beijo
Vi que ela ia chorar, eu e a abraçamos ela, aí que ela chorou mesmo, ficou se perguntando porque e nós não tinhamos uma resposta.

POV : Fiquei muito mal pela , não acredito que aquele garoto tenha feito algo assim com ela, ela não merece. Ficamos abraçadas por um bom tempo tentando colocar em sua cabeça que ia ficar tudo bem mesmo não tendo muita certeza do que estávamos dizendo. Como era 7:00 da manhã resolvi só mandar uma sms para o avisando que já contamos tudo e não demorou muito para ele me retornar.
- ?
- Ah, oi, desculpe por te acordar
- Não tem problema, então, está tudo bem?
- Sim, ela só está chorando um pouco
- Vem em casa hoje pra gente conversar?
- Sim
- Te aguardo
Desliguei e voltei para o quarto, fomos pra sala e ficamos lá até umas onze horas.
- VOU LIGAR PRA ELE!
- não... Não faça isso
É, foi tarde demais, ela ligou pra ele e gritou que nunca mais queria ver ele. Ficamos com ela por um bom tempo, mais a tarde pedi pra ficar com ela pois eu tinha que ir na casa do .

Dirigi até a casa dele pensando nesse problema, eu realmente não queria que a sofresse por ele, mas acho que é inevitável.

POV : já deveria estar chegando em casa e ficaremos sozinho porque o tinha saído e bom. Ela chegou depois de um tempinho e "busquei" ela na porta. Dei um beijo nela e ela deu um risinho.
- Tá tudo bem?
- Melhor agora que você chegou, tava me sentindo sozinho. Quer assistir algo?
- PROCURANDO NEMO!
Como eu amo esse jeito dela, não quero nunca mais perder ela, não irei me perdoar se algum dia eu deixar ela ir.
- Certo, procurando nemo. Então, vai lá fazer um lanche pra gente?
- Tá brincando né?
- Não, por favorzinho - fiz cara de triste
Ela respirou fundo, riu e foi pra cozinha, fui atras dela. Ela deu um grito, eu já tinha armado tudo, coloquei uma faixa na cozinha escrita "aceita namorar comigo?" estava na expectativa torcendo para ela aceitar.
- É sério? - ela disse chorando
- Ei, não chora - disse chegando perto e enxugando suas lágrimas - aceita ou não?
- Aceito, aceito.



CAP 4


POV : me pediu em namoro, ele foi tão lindo, e eu aceitei é claro. Nós estávamos apenas ficando mas ele deu a certeza que realmente gosta de mim. Depois da comemoração do nosso namoro e depois de vários beijos na cozinha a gente fez algo para comermos e voltamos para sala.
- ?
- Fala meu amor
- Estou preocupada com a , deixei ela sozinha com a e você sabe que as duas são meio doidinhas
- Então vamos fazer assim, a gente termina de assistir o filme e depois vamos até a sua casa ok?
- Ok...
Ele estava sendo tão atencioso com a , não acho que ele estava com raiva do até porque eles se conhecem desde criança, mas também não acho que ele esteja feliz. Mas de repente um pensamento totalmente diferente veio em minha cabeça, ele morava em uma casa muito bonita e bem grande também, só ele e o moravam ali, então.
- ?
- Sim? - disse ele sorrindo
- Porque você e o moram em uma casa tão grande assim?
- É uma longa história - falou abaixando a cabeça
- Me desculpe
Ele não respondeu, sorriu e voltou a atenção para o filme até que seu telefone toca.
- Alô?
Pude ouvir a conversa dos dois até porque a outra pessoa gritava do outro lado do telefone.
- ? OMGGGGGGGGGGGG, OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLÁAAA
- Olá, quem é?
- Como assim você não sabe quem sou eu? É o . QUANTO TEMPO
- Ah, oi , mas a gente se viu na balada de um mês e meio atrás
- Pô cara, mago... - pude ouvir outra pessoa falando - CAAAAAAAAAAAARAAAACA QUANTO TEMPO
- Oi pra você também , vocês vão voltar? Mas e Nova York?
- Ah, vamos. Não deu certo nos separarmos dos nossos melhoooores amigos - disse num tom de felicidade que contagiaria qualquer um -
- Que ótiimo, quando?
- Daqui a três dias, nos espere.
- Pode deixar, esperaremos vocês. Pessoal, tenho que desligar, depois nos falamos mais, tchau até.
desligou com um tom de felicidade, mas agora eu percebi, esse dois eram aqueles que também estavam na boate, verdade. Eram 5 ao todo, e aqui em Londres só tinha 3, eles vão voltar. Legal!
O filme acabou, ele foi pra cima para se arrumar e fiquei ali esperando, logo ele desceu e fomos. Chegando lá a e a estavam no apartamento. Quando viu a ele foi abraçar ela e pude ouvir ele falando para ela: Peço desculpas pelo , sério, me desculpe. E ela falou que não era culpa dele. Que vontade de bater nesse , sério.

POV : Quando e chegaram eu já tinha parado de chorar, mas mesmo assim eles se importaram comigo, é bom saber que tenho amigos de verdade. Eles também disseram que nós deveriámos sair até porque estava com a sua namorada. Me deu repugnância misturada com tristeza aquela hora, eu ia sair. Então decidimos que nós iríamos em uma lanchonete que tinha acabado de inaugurar e que prometia ser um sucesso. Esperamos dar 8 da noite e fomos.

POV : Nós fomos em uma lanchonete e nos divertimos muito, fiquei trocando mensagem com o a noite inteira, ele não pode ir pois estava na casa dos seus pais, era aniversário da mãe dele. pirou por um molho que nós colocávamos nos x-burgers, ele simplesmente amou. Pena que é limitado e ele quase chorou quando descobriu isso. Nós rimos muito e também se divertiu e também descobrimos que e ele estavam namorando. Algo estragou nossa noite, foi quando ligou para a nós falamos para ela atender e colocar no viva-voz.
- Oque você quer? - disse ela brava
- Me escuta? Me dê um minuto
- Cinquenta e nove, cinquenta e oito...
- Eu gosto de você
- Urrum, mas volte para sua namorada, ela deve estar sofrendo sem você
- Pare por favor
- Sério, seja feliz com ela
- Eu terminei com ela
- OQUE?



CAP 5

POV : Naquela noite disse para a que tinha terminado com a sua "namorada" ou ex né. Mas ele também disse que ainda não tinha certeza se estava começando a gostar dela porque fazia pouco tempo que eles se conheciam. Pra falar a verdade, chorou mais por ele ter mentido para ela, mas era bem provável que ela pudesse começar a gostar dele.
Mas agora já tinha se passado um mês, e o assumiram que estavam ficando de vez. Eu e o estamos super felizes. Chegaram aqueles dois amigos também, acho que é e eles são bem legais, mas acho que teremos um problema, o tal ficou olhando para a , não quero nem ver. Todos nós estamos combinando de ir para a casa de campo do e dos outros meninos. Também convidamos é claro, e ele aceitou ir. Não contamos pra , óbvio. Mas acho que quando chegarmos lá e ela ver ele, vai ficar suuuper brava comigo. Mas não tem problema, só quero o bem dela e que ela não fique fazendo o papel de "birrentinha." A gente vai partir depois de amanhã, que é sexta.

POV : Cheguei em Londres com o e está namorando, tipo, como assim(?) Mas a namorada dele é super legal e gentil, ela mora com duas amigas, fiquei sabendo que o mentiu para uma delas e virou uma bola de neve daquelas. Mas sexta estaremos partindo para a antiga casa da familía do , nem sei como ele topou ir, aquele lugar traz muitas lembranças para ele. Mas enfim, vamos almoçar hoje na casa do apartamento das meninas e depois vamos em um parque aqui perto. Vamos ficar na casa do e do por enquanto. Vou me arrumar antes que eles comecem a reclamar que temos que estar lá antes da janta ~ah vá~

POV : Ajudei a a fazer um almoço porque todos viriam, fizemos uma lasanha, strogonoff e panqueca. Meu Deus! Fizemos isso porque tem muita gente enjoadinha (eu). Eu ainda não acredito que possa ter feito algo assim comigo, tento superar mas realmente não me conformo. Todos chegaram quando a lasanha estava saindo do forno, cumprimentei um a um e logo foi perguntando cadê a , cadê a ? Apontei pro quarto porque ela estava tomando e banho e se trocando e ele saiu em disparada. Tomara que ele não veja ela se trocando, se não vai sobrar pra mim. Aquele novo amigo ficou olhando pra mim mas talvez seja paranóia, acho que o nome dele é . O outro amigo é muito legal e mesmo não me conhecendo disse que ficou sabendo do que fez e que estaria ali pra tudo. O agradeci e fui a cozinha, tirei a lasanha do forno e coloquei em cima da mesa. Olhei e estavam quase todos, faltava alguém, e , onde esses dois estão?

POV : Cheguei, cumprimentei a e perguntei onde estava a , ela disse que estava no quarto então fui pra lá. Ela estava terminando de se trocar então ela estava com roupa intíma.
- , VAI PRA LÁ!
- Porque?
- Porque eu to me trocando, não percebeu isso? Ainda tenho que colocar a blusa
- Ah nem vem .
POV : Eu estava me trocando quando chegou, e se recusou a sair.
- NÃO VAI SAIR? SAI AGORA, VOU FICAR BRAVA
- Não vai não - disse ele chegando mais perto e me beijando
- , deixa eu me trocar.
- Sério?
- Idiota
Eu cheguei e beijei ele, ele correspondeu novamente e bom, ficamos ali por um bom tempo (se é que você me entende). Ele foi lindo e perfeito, e quando saímos do quarto todos estavam olhando e assistindo televisão.
- HMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM - disse
Todos deram risada, eu exclamei um "tonto" e concordou. Fomos comer e ele ficou me olhando o almoço inteiro. Não sei se eu poderia ser mais feliz se não ao lado dele mas agora só tenho 7 meses para ficar aqui, não sei como contarei isso á ele. Realmente não sei.

Já chegou quinta feira e vamos viajar de madrugada, to arrumando minhas malas e vai vir posar aqui pra sairmos juntos. Não vou levar muita coisa, nem biquini vou. Lá tem piscina mas como não gosto muito de entrar... Vou levar alguns vestidos, blusas, coisas simples que uso no dia a dia.
está arrumando sua mala também e também irá dormir com ela. disse que ia tomar sorvete até porque a mala dela já estava pronta.
chegou depois de uma meia hora e logo em seguida veio a , terminamos de nos arrumar e fomos deitar.
-
- Oi?
- Eu te amo
- Eu também, e tenho que te dizer algo.
Ele se levantou e fez uma expressão de assustado
- Oque?
- Vou embora daqui a sete meses, mas não quero ir
- Porque? Você não pode ir! De maneira alguma
- Meus pais, eu tenho que voltar, entende.
- Eu vou fazer você ficar, prometo - e me beijou
Ri e deitei ao seu lado.



CAAAAAPÍTULO 6



POV : Acordamos as 4:30 da manhã porque queríamos partir 5:00 e era 3 horas e pouco daqui até lá. Como tinha ido com seu carro, eu e ele e e iam no mesmo carro, no outro que é o carro do vai ele, e . disse que vai depois até porque tem que fazer umas coisas. Colocamos nossas coisas no carro e partimos. Logo que começamos a ir pedi para parar em algum posto de gasolina para eu comprar algo para comer. Estava morrendo de fome. Ele riu e uns sete minutos depois encontrou algum aberto, ele ligou para e disse que poderia ir na frente porque tinha que parar.
Comprei doritos, algumas latinhas de refrigerante, chocolate e mais algumas coisas para engordar. Dei refrigerante para e , ela tava deitada no colo dele se encolhendo de frio. Dei uma para o também, e também me cobri.
- Tá com frio?
- To – fiz biquinho e cara de triste
- Quando a gente chegar lá, vamos correndo para o quarto dormir e aí a gente se cobre e fica juntinho tá? – me beijou
- EII EII, nós estamos aqui ainda tá? – a gritou atrás.
Dei risada e falei para ele continuar a viagem. A viagem inteirinha foi uma completa palhaçada, ficamos cantando alto, dando risada e comendo (sempre comendo). Nem vi o tempo passar até que disse que tínhamos chegado. A casa é linda, é rústica e de dois andares, tem cinco quartos então sobrava espaço para nós. Eu e ficamos em um, e em outro, e correram para pegar o melhor quarto, mas acontece que os melhores quartos são os de cima e os dois casais ficaram com os dois e a ficou com outro. Quebraram a cara, ri bastante. Sobrou ainda um quarto, mas como estava muuuito bagunçado decidimos fechar a porta e fingir que não existe.

POV : A viagem foi bem legal e chegando lá colocamos a mala no qual era meu antigo quarto nessa casa. Sinto muita falta deles. e eu fomos dormir, estávamos muito cansados, mesmo indo dormir as 8 da noite. Deitei e pedi pra ela pegar um cobertor no guarda-roupa
- Folgado
- Pega logo pra você deitar aqui comigo e a gente dormir juntinho
Ela pegou e deitou comigo, passei meus braços em volta de sua cintura, cobri a gente e fechei os olhos pra fingir que estava dormindo, ela estava com a cabeça no meu peito e eu estava sentindo o perfume de seu cabelo. Pra falar a verdade nós fomos os primeiros a dormir, dava pra ouvir todos os retardados cantando e fazendo bagunça. Reparei que a não estava conseguindo dormir.
- Quer descer minha princesa?
- Você quer?
- Vamos só um pouco então.
Descendo as escadas com ela sorrindo é uma tentação sem tamanho, prensei ela na parede e comecei a beijá-la mas nós tínhamos que ir para onde eles estavam. E eles estavam no jardim, sentados em volta de uma fogueira e os meninos tocando e a e a cantando.
- ATÉ QUE ENFIM O CASAL SAIU DO QUARTO HEEEEM – o gritou
- Estávamos aproveitando a casa ué – a disse dando risada
Rimos e depois sentamos também, peguei uma manta que estava do lado deles, coloquei nas costas e a deitou a cabeça no meu ombro.
- cante para nós também. – o disse todo felizinho
se levantou, peguei o violão e comecei a cantar. Todos acompanharam, até que vimos um carro chegando.
- Convidaram mais alguém? – a disse tentando ver quem era.
Quando ela terminou de falar adivinha quem saiu do carro? Sim, . Ela ficou assustada e sem reação, ele veio chegando perto e agachou perto dela.
-




CAP. 7 POV : Estávamos todos na fogueira e estava cantando, e chegou um carro, eu vi de longe que era o carro dele, mas não queria acreditar. Ele desceu e veio vindo em minha direção, a minha maior vontade era sair dali, correndo e logo. Mas eu estava paralisada, vi que olhou pra ele e em outro instante ela olhou assustada pra mim, também vi que ela queria ir na direção do mas não deixou.
- … - ele se agachou perto de mim.
Não respondi e eu só queria sair dali.
- Olha, me perdoe, de verdade, eu realmente não queria enganar a e muito menos você.
- Quem? – finalmente consegui dizer algo.
- Minha namora... Ex-namorada.
Tornei a abaixar a cabeça, eu já não queria mais sair dali, queria ouvir tudo oque ele tinha a dizer se é que ele tinha algo. Algo estava diferente nele, tava falando em um tom melancólico.
- , olha, nunca fui de me arrepender das coisas que fiz, mas com você foi diferente, se eu pudesse voltar atrás faria tudo diferente sabe? Me perdoa.
- Eu adoraria, mas não consigo, e se eu disser que te perdoo, estarei mentindo.
- Ok.
Ele sentou do lado do e ficamos ali por pouco tempo porque o clima não estava bom. Entramos pra casa e demos conta que não tinha quarto pro , e adivinha, decidiram que ele ia ficar no meu quarto, hesitei mas depois que eles falaram que se eu não aceitasse eu ia dormir em uma floresta ali perto resolvi aceitar, vi a expressão de felicidade na cara do , mas logo já soltei um: Nem vem que isso não vai mudar nada entre a gente. Deitamos e coloquei um monte de travesseiro entre a gente, ele dormiu para um lado e eu de outro. No meio da noite eu o vi tirando os travesseiros.
- , NÃO FAZ ISSO!
- , para, por favor. – ele passou a mão em meu rosto.
- VOCÊ TEM IDÉIA DO QUE FEZ COMIGO?
- Tenho, e realmente quero consertar tudo, me dê uma chance.
- Fala um motivo pra eu fazer isso.
- Porque você é um resumo de tudo oque eu nunca imaginei que teria e oque eu sempre quis, por favor.
Ele veio pra me beijar e eu deixei, eu simplesmente deixei, não sei oque aconteceu e não aconteceu nada a mais, apenas ele me deu um beijo e me virei pra dormir.



POV : Depois de toda aquela ceninha do , resolvemos ir dormir. Deitei ao lado do e fiquei brincando com o cabelo dele. Até que começamos a ouvir barulhos vindo do quarto da e do , “AQUELES” barulhos.
- Vamos zoar com eles?
- , deixa eles.
- De jeito algum, faz isso ó.
Ele me contou o plano e colocamos em ação. Parei em frente a porta deles e comecei a gritar: “, me ajudaa, me ajuda, vem rápido, pelo amor de Deus.” De repente saiu ela enrolada na coberta e o de cueca. Começamos a dar risada e os dois vieram pra cima de mim e do entramos correndo pra dentro do quarto e ficamos esperando eles se acalmarem.




CAP. 8


POV : A noite foi muito legal tirando aquela parte da e do , esse menino... De madrugada ouvi risadas da e do e gritos do tipo: Vou te matar sua filha da mãe! Essa foi a fala da e do . Acordamos era umas 10 da manhã, as meninas estavam na cozinha fazendo café da manhã. Eu fui o primeiro menino a acordar cedo. Fiquei conversando com elas enquanto elas faziam pão, presunto e mussarela com suco de laranja para levar pra cima no quarto. e levaram para os seus namorados, já ficou na cozinha e perguntou se eu queria, respondi que sim. Ela estava triste.
- Tá tudo bem ?
- Claro – ela difarçou um sorriso
Então tive a idéia de que ela só estivesse chateada por eu ter aceitado o sanduíche, então fui ao seu lado tentar impedi-la de fazer.
- Não precisa de sanduíche não. Obrigada
- Para com isso , eu quero fazer. – ela foi andando pra trás
Acontece que eu também fui, ela tropeçou em seu próprio pé e eu fui junto, acabei que caindo em cima dela e ela ficou por uns segundos raciocinando oque tinha acontecido e logo deu um jeito de sair dali.
- Ai meu Deus, como sou desastrada.
Ri e ela continuou fazendo o sanduíche e depois fez outro pra ela. Ficamos ali na cozinha conversando e rindo bastante. Até que desce e diz bom dia, não responde. Depois sai dali e deixei os dois pois o clima estava pesado.
POV : Estava conversando com o e aquele menino aparece, ele disse bom dia mas eu não respondi. Depois saiu e ficamos só nós na cozinha. Ele se sentou de frente pra mim.
- Pode me fazer um desse? – aponta pro meu sanduíche.
- Não.
- Ok então.
Ficamos em um absoluto silêncio por um tempo e eu queria subir pro meu quarto, mas novamente fiquei paralisada como na noite anterior. Até que ele se levanta e ouço ele exclamar: “Não aguento mais.” Ele caminha em minha direção, se aproxima de mim, olha em meus olhos e sussurra: “Eu te amo”. Ele me beijou e eu correspondi. Não entendo porque fiz isso, apenas correspondi. Até quando eu o afasto e estão parados na entrada pra cozinha. Ela olha pra mim, faz um gesto de reprovação com a cabeça e sobe, encolhe os ombros e sobe logo adiante. De repente olho para e me dou conta do que aconteceu.
- PORQUE FEZ ISSO?
- Eu te beijei e você correspondeu. Não fale que não quis.
Se bem que é verdade, se eu não quisesse não teria o afastado. Revirei os olhos e saí da cozinha pisando duro e subi as escadas resmungando. Entrei no quarto e tranquei a porta e fiquei lá até a raiva passar. Quando saí vi o na sala e gritei.
- Cadê a ?
- No quarto
- Posso falar com ela?
- Vá em frente.
Entrei no quarto dos dois e ela estava arrumando a cama.
- Posso falar com você?
Ela arqueou as sobrancelhas então considerei como um sim.
- Está brava pelo que viu hoje de manhã?
- Não ué, vá em frente. Amigas não servem pra nada não é? - sorriu ironicamente
- Porque está brava?
Ela colocou a coberta no chão.
- Por quê? Ainda me pergunta o porquê? Porque ele te fez sofrer , entende, eu não quero isso pra você.
- Mas não vai acontecer mais.
- Eu sei que vai.
Abaixei a cabeça e ela veio me abraçar.
- Escuta, quero que você seja feliz e depois disso... se tiver que ser com ele, vá em frente. Mas se ele te fizer alguma coisa juro que corto o...
- Tá bom, tá bom... – rio – Obrigada por tudo, você é a melhor amiga que alguém pode ter.
Ela ri e eu desço toda empolgada na sala onde está todos os meninos assistindo televisão. Paro em frente á eles e digo que tenho um comunicado importante.
- Qual? – dizem em coro.
- Esse.
Parto pra cima de e beijo ele.



Cap. 9



POV : A manhã toda foi uma confusão mas foi um dos melhores dias da minha vida, primeiro a de manhã só faltava me espancar, depois do nada ela veio e me beijou na frente dos garotos. Eles todos aplaudiram e começaram a gritar.
Eu paro o beijo ainda com selinhos.
- Oque foi isso?
- Não consigo mais resistir. – ela abaixa a cabeça.
- Isso é bom.
Eu a beijo novamente.
- Ihhhh, melhor sair daqui, não quero ficar de vela não – o diz.
- Vamos deixar eles a sós – o fala dando risada.
Todos saem até que ficamos só nós dois na sala. Ela se senta ao meu lado e eu continuo a beijá-la.
- É loucura, mas, eu te amo. – sussurro.
- Também te amo.
Ela me beija novamente e ficamos ali por um bom tempo pedindo desculpa um pro outro.

POV : e fizeram as pazes de novo. Espero que ela seja feliz, se não a já sabe oque vou fazer com ele. Depois de ver os dois na sala entro pra dentro do quarto de novo e continuo a arrumá-lo. Abro as cortinas e a porta da sacada. entra.
- Eles fizeram as pazes.
- Isso é bom, eu acho.
- Só o tempo vai dizer né meu amor.
Rio e continuo a arrumar o quarto, ele senta na cama e começa a bagunçar só de sentar.
- TIRA ESSE BUNDÃO DE CIMA DA CAMA.
- Minha bunda é sedutora né? Fala aí.
- Idiota.
Tento tirar ele de cima da cama mas qual é minha força perto da dele, ele me puxa pra perto com jeito que eu caia em cima dele.
- E AGORA?
- , tenho que arrumar a cama. Me solta.
Ele me beija ainda me segurando forte pela cintura e depois finalmente me solta.
- Vou descer tá? - ele diz.
- Tá, já to indo. – sorrio
Ele sorri também e desce. Logo termino de arrumar as coisas e também desço. Eles estão na varanda da casa fazendo uma brincadeirinha de falar uma palavra e a outra pessoa dizer oque vem na cabeça. Era o que estava dizendo as palavras.
: Ok, primeira palavra: Amor.
Respostas:
: Mãe.
: .
Depois de ele falar meu nome todos soltaram um: “AWWWWWWM”.
: Comida. Eu gosto.
: Meu carro.
:
: A é claaaro.
Todos riem e eu apareço.
- Joguinho legal. – beijo o .
- É, mas já enjoou. – o disse.
- Vamos pra piscina mano? - o fala olhando pro .
- Claro.
Todos nós subimos pro quarto pra se trocar.
- Não entro na piscina, ok? - digo meio com medo pro
- OQUE? Porque?
- Não gosto.
- Então tá.
Ele coloca um short pra piscina e uma camisa branca por cima e eu só coloco um vestido “http://4.bp.blogspot.com/-3uB-XNwZ9Ig/TftoknmNuqI/AAAAAAAAACM/zwgb0hO8OwA/s1600/52.jpg “
Descemos e as meninas já estão com biquíni e todos os garotos estão com bermudas. Vamos para a beirada da piscina e todos entram e só eu fico de fora. Fico rindo e vendo eles de divertirem. Até que do nada vem pra cima de mim todo molhado, me pega no colo e me joga na piscina com roupa e tudo.
- PORQUE VOCÊ FEZ ISSO? AHHHHH, MEU VESTIDO MOLHOU.
- Porque você não poderia ficar de fora.
Ele me beija, reviro os olhos e agarro em seu pescoço e o beijo também.
- Você está com algum short por baixo do vestido né ?
- Claro que to.
Nós jogamos vôlei na piscina, meninas contra meninos. Eles ganharam por diferença de um ponto. Ficamos ali até o sol começar a se por. Todos entramos, tomamos um banho e voltamos pra varanda.
- Vamos fazer alguma coisa pra comermos e ?
- Opa – as duas dizem em coro.
Nós vamos pra cozinha e fazemos algum lanche leve pra noite e pegamos a coca e levamos tudo pra fora. Na hora eles atacam tudo. Estávamos todos sentados vendo as estrelas até que o celular do toca e ele exclama um “af”.
- Oque você quer ? – ele diz bravo.
- Me escuta.
- FALA.
- Eu to grávida.
Ele deixa o celular cair.





CAP.10 POV: : Depois do que ouvimos do cellular do todos ficamos boquiabertos, vejo a expressão de raiva da e fico totalmente sem reação. Ok, já imaginava que eles dormiam juntos, mas ela engravidar? Não sei se ficar brava é a melhor opção agora, não é culpa dele. Talvez um pouco, mas a maior parte é culpa da , ela pode até ter planejado. vai pra cima dele.
- VOCÊ JÁ SABIA DISSO, NÃO É? QUIS SE LIVRAR VINDO PRA CÁ! – ela diz tentando recuperar fôlego a ponto de tanta raiva.
chega por trás dela e exclama algo no ouvido que faz acalmá-la e depois de olhar bem no fundo dos olhos de ela se senta, ele tenta se explicar.
- Olha e , eu não sabia, juro. Eu vim pra cá por causa de você, . E se a estiver mentindo? Você acredita em mim, não é?
Eu fico paralisada sem conseguir responder, olho pra e ela está olhando preocupada pra mim. A única coisa que consigo sussurrar é um “vamos embora.”
- Você tem certeza, ? Não prefere que esse canalha vá? – olha pro .
- Nós não devemos tomar conclusões precipitadas, sabe? Só quero ir embora.
Todos concordamos e vamos pra cima para arrumar as coisas. Eu e ficamos em absoluto silêncio até terminar de arrumar as coisas. Quando saímos do quarto todos já estão com as malas prontas. Ouço e gritarem do andar debaixo.
- VAMOS GENTE!
Saímos de dentro da casa e resolvemos que eu vou no carro de . No meio da estrada ele resolve dizer algo.
- , não fique brava comigo.
- Eu só não entendo, sabe? Tantas maneiras de se prevenir e vocês estão a meses de ter um filho. – digo olhando pra fora.
- E se ela estiver mentindo?
- E SE ELA NÃO ESTIVER? – grito – COMO NÓS DOIS VAMOS FICAR?
- Da mesma forma, ué.
- Você vai ter um filho, não vai ser da “mesma forma” – digo imitando aspas com os dedos.
Ele se cala e resolvo fazer o mesmo. Chegando no nosso apartamento, me despeço dele com um aceno de cabeça e mais nada. Vejo beijando o e fazendo o mesmo com o .
Depois de todas as malas estarem dentro do apartamento e nós três estarmos sentadas no sofá, cada uma com latinha de coca, eu desabo. Começo a chorar desesperadamente e as meninas me acodem, tentando dizer palavras de conforto.
- Eu deveria cortar o... vocês sabem, daquele moleque – diz totalmente irritada.
- Não adiantaria nada - diz tranquilamente - nem sabemos se é verdade mesmo.
- O problema é se for realmente verdade. Eu perco ele pra sempre.
Ficamos mais um tempo no sofá, chega a oferecer uma garrafa de cerveja pra mim. Vamos todas pra cama tentar dormir. Pensamento como segurando um bebê e (que nem sei como é) me deixa fora de controle. Começo a chorar e coloco o travesseiro na frente da boca. A dor de cabeça me deixa mais irritada e começo a chorar de novo. Gradativamente vou caindo no sono.


POV : Passei a noite inteira trocando sms’s com , ele super inconformado com a nova noticia. Ouço grunhidos de raiva vindo do quarto da , mas resolvo deixá-la sozinha.
Na manhã seguinte, quando nós três estávamos prestes a colocar água para ferver para fazer um estupendo e maravilhoso miojo, nos liga.
- ?
- É, oi .
- Oi, é o seguinte: Eu e os meninos vamos fazer um almoço maravilhoso pra vocês, topam?
Penso, pode ser uma ideia, pode tranquilizar a , e não é possível que esteja lá. Topo e comunico as meninas. Elas hesitam um pouco mais por fim acabam aceitando. Vamos para a casa de , que nos recebe com um maravilhoso sorriso. vai correndo para os braços de . Beijo por tanto tempo que até esquecemos dos nossos amigos.
- Ei ei, tem o quarto lá em cima - diz apontando para o alto.
Faço careta e o beijo novamente. Até que vejo saindo da cozinha.
- O que você está fazendo aqui? – digo num tom lento e ameaçador.
- , ei, calma. Não quero me estressar hoje. – ele diz tentando parecer tranquilo.
Não respondo e saio pisando fundo até o sofá. Todos nós sentamos até que resolve falar.
- Cadê o almoço? Estamos com fome.
- Jájá vai ser entregue! - diz.
- ENTÃO VOCÊS NÃO VÃO FAZER? – digo tentando esconder o riso.
- Ok! Não, nós não sabemos cozinhar.
A campainha toca.
- Deve ser o entregador - diz todo animado e caminha saltitando feito uma gazela até a porta - O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?




Cap.11



POV : Depois de confessarmos às garotas que não sabemos cozinhar a campainha toca, abro com todo o entusiasmo pensando ser a comida e dou de cara com a .
- O que você está fazendo aqui? – digo com raiva.
- Vim ver o futuro papai.
Ela sorri e sem pedir permissão vai entrando como se a casa fosse dela. Dá um oi para , , e e logo em seguida vai em direção a .
- Você é a ?
- Meu nome é e se você não sair da minha frente agora, vou te deixar tão roxa que todos que te verem na rua vão achar que você esta fantasiada de uvinha.
e começam a rir e eu me seguro para não fazer o mesmo. Ela se senta em uma poltrona que tem no meio da sala e dá uma olhada para todos nós.
- Não é bom? vai ser papai. Está feliz ? Afinal, quem é a ?
- Eu. - diz sem vontade.
- É uma pena o namorinho de vocês não terem dado certo, estou tão chateada.
- Cala boca! - diz quase se levantando
A arranca um maço de cigarros de sua bolsa e um isqueiro, acende um.
- Vocês não tem uísque nem nada pra beber não? – parece que se arrepende no mesmo momento em que fala – Ammmm, eu estou grávida né? Não posso.
Então é isso, passa pela minha cabeça que ela só está brincando, uma tentativa falha de me separar da . Chego mais perto dela e sussurro.
- Eu sei que você não está grávida. Se você continuar com essa palhaçada eu chamo a policia agora mesmo, você decide.
Se ela estiver realmente grávida, vai ficar e negar que é mentira. Se ela não estiver, ficará com medo e vai embora. Ela arregala os olhos, agarra a bolsa e se levanta.
- Você ainda vai ser meu, eu juro!
No momento em que bate a porta eu me derrubo na mesma poltrona que estava sentada.
- O que aconteceu? - diz meio confuso.
- Ela não está grávida.
- O QUÊ? – todos dizem em coro.
- Vadiazinha. - diz.
- Está tudo bem agora.

Todos ficamos sentados no sofá conversando e comendo. e saíram dizendo que tinham que se encontrar com umas garotas. e voltaram ao típico clima de romance. Ficamos a noite inteira conversando e rindo até nós dizermos que tinhamos que ir embora.

Falta um mês para irmos embora de Londres, se passou tanto tempo, nós conseguimos bastante dinheiro. Dá para resolver nossas vidas lá no Brasil. Todos continuamos juntos e aquela saiu da nossa vida. Estamos tentando aproveitar todos os segundos juntos, mas tenho a impressão que a hora da despedida vai ser a pior de todas. Não quisemos contar para nossa mãe que estamos ‘namorando’ aqui em Londres, elas só ficariam mais e mais brava. Estamos arrumando desde já as coisas para irmos embora, o cara que nos emprestou o apartamento já está arranjando as coisas para voltar. Sinto falta da minha família, mas por mim, passaria o resto de minha vida aqui.





CAP. 12

POV : Olho mais uma vez para o passaporte e para as passagens de avião, está escrito o dia e a hora. Amanhã, para ser mais clara. Os meninos irão nos levar para o aeroporto, e se despediram de nós na noite passado e voltaram para Nova York, mas dessa vez com duas garotas. Eles choraram e nós também, , e se seguraram para não cair no choro. Os meninos vão passar a noite conosco e amanhã cedinho iremos para o aeroporto, eles disseram também que iriam trazer comida para não precisarmos cozinhar. Ficamos na sala até eles chegarem, todos sem um traço de sorriso pelo rosto, e nós também não. Eles colocam as embalagens do Mc Donalds em cima da mesa e sentam ao nosso lado.
- É amanhã então? - diz abaixando a cabeça segurando a mão fortemente da .
- É. – eu respondo.
Ele balança a cabeça e aperta o lábio inferior em sinal do nervosismo. Olho para que está com seus olhos fixos nos meus.
- Eu não quero que você vá.
- Também não quero ir. Mas a vida não nos dá a oportunidade de sermos felizes como queremos
Confirma com a cabeça. Vamos todos comer, aquele silêncio está em volta de todos nós. e tentam animar a todos nós de vez em quando, mas não dá certo. Ficamos na sala assistindo televisão sem prestar atenção em uma coisa sequer que está passando. Resolvemos ir dormir cedo para terminar de arrumar as malas na manhã seguinte. Depois que foi dormir com a e o com a , e eu fomos o únicos a restar na sala. Olhando para a televisão sem dizer uma palavra.
- Sabe – ele olha no relógio – É tarde, você deveria estar dormindo para ter uma boa viagem amanhã. - Vamos dormir.
- Se você quiser eu durmo aqui na sala.
- Vem logo .
Saio caminhando em direção ao meu quarto, ele acompanha logo atrás apagando as luzes e desligando a televisão. Entra no meu quarto e eu fecho a porta em seguida. Senta na beirada de minha cama e começa a tirar o tênis e a blusa. Sento-me ao seu lado e fico olhando pra ele. Não consigo suportar a ideia de ter que partir na manhã seguinte, uma vez eu li em um grande livro: "O mundo não é uma fábrica de realização de desejos." E essa é a verdade, nada além disso. Deito-me logo em seguida e faz o mesmo. Ele passa os braços em volta de minha cintura por debaixo das cobertas.
- ?
- Oi?
- Vira pra mim.
Faço o que ele pediu, está querendo sorrir, mas parece que a tristeza é maior do que essa vontade.
- Me ouça, eu vou fazer de tudo pra você voltar, vou passar por cima do que for pra ter você aqui do meu lado de novo, entendeu? Não importa se eu me ferrar fazendo isso, sei que se você estiver ao meu lado vou conseguir recomeçar tudo do zero. E quando você for, minha vida vai dar ‘game over’ sabe? Igual aqueles de vídeo-games. Você vai ficar aqui comigo pra todo o sempre, independentemente do que eu tiver que fazer.
Começo a chorar e tento me controlar pra não dar aqueles soluços típicos.
- Eu te amo .
- Eu te amo tanto.
Ele me beija e eu faço o mesmo.

Na manhã seguinte levantamos cedo e começamos a terminar de arrumar umas coisas, dar uma ajeitada nos quartos e tudo isso. Os meninos nos ajudam e depois de fazermos alguma coisa para comer pegamos a estrada pra ir para o aeroporto. Todo o caminho é muito silencioso e vai no carro de . Quando chegamos ao aeroporto todos ficamos mais nervosos ainda. , e eu fazemos o check-up e vamos para a sala de espera. Os três estão sentados esperando, sentamos ao lado deles.
- Não vai demorar muito – digo numa altura suficiente para os três escutarem.
Eles só confirmam com a cabeça. Ficamos sentados com as mãos dadas e eu só tento gravar aquele momento para ficar na minha cabeça pra sempre, pra nunca mais esquecer. As chances de virmos pra cá de novo são muito pequenas, mas enquanto ainda forem ‘chances’ vou ter esperança. Ouvimos no microfone ‘Passageiros com destino ao Brasil por favor aguardar na sala de embarque.’ me olha e se levanta.
- É agora, não é ?
Faço que sim com a cabeça e ele rapidamente me abraça, forte demais. Passo as mãos pelas suas costas lembrando-me que essa vai ser a última vez que vou tocá-lo.
- Eu vou voltar – sinto-me culpada por estar afirmando algo que nem sei se é verdade – Eu te prometo, nós vamos ser felizes aqui, juro.
- Vou te esperar, até o final.
- Até o final.
me beija entre lágrimas, permanecemos com as mãos dadas. vem para me abraçar.
- Me desculpe por tudo , de verdade.
- Eu que devo te pedir desculpa. Cuida do pra mim, por favor. – o abraço.
- Cuide da .
Abraço e me despeço de também. Vamos para a sala de embarque, damos o último beijo e dou o último aceno de mão pra ele. Começo a chorar descontroladamente e e também.
Sentamos no avião, fecho os olhos e fico recordando tudo o que passamos. O primeiro e último beijo, a primeira e última conversa e o fim. O fim parece mais duro quando se torna verdade.




CAP. 13


POV : Chegamos ao Brasil de noite, nossa família está nos esperando no aeroporto, todos estão tão entusiasmados com a nossa chegada. Não que eu não goste de retornar ao Brasil, mas eu o deixei, eu deixei o pra trás. O que eu não faria para voltar pra Londres. Depois de despedir-me das meninas vou pra casa e depois da última calorosa recepção vou para meu quarto, tranco a porta e começo a chorar, chorar de verdade. Algo que não havia feito faz um bom tempo. Logo minha irmã entra no quarto sem bater e quando vê que estou chorando fecha a porta rapidamente. Minha irmã sempre foi uma confidente, a melhor guardadora de segredo.
- , você não está feliz por estar voltando? Você tem dinheiro agora, pode comprar tudo o que sempre planejou, um carro, apartamento e tudo o mais.
- É, mas tem um problema Ana.
- Qual? Me conte.
Conto tudo para ela e pedindo por favor para não dizer nada aos nossos pais. Depois da Ana sair do meu quarto entro no Skype, está online. Depois de trinta segundos recebo um convite seu para chamada de vídeo. Aceito. Sorri quando me vê e logo faço o mesmo.
- .
- , não aguento mais, juro.
- Se eu disser que aguento estaria mentindo.
- E os meninos? – tento desviar o assunto.
- Estão mal, todas as noites eles vêm aqui e ficamos relembrando cada momento idiota que tivemos. E as garotas?
Chacoalho os ombros como se tivesse dizendo: “Poderiam estar melhor.”
Depois de desligarmos a webcam já vou logo me deitar. Não quero ser incomodada por ninguém, e não posso dormir ouvindo a voz de . Começo a lembrar como ele é louco por aquele molho do nosso restaurante favorito, o molho limitado, que acabou uma semana depois que nos conhecemos, como ele é atencioso em todos os aspectos e como ele é meu e eu sou sua. Apenas sua. Sempre irei ser. Passa mais de um mês, todas as noites durmo com na webcam e quando acordo o fico observando dormir, com a respiração lenta e os traços do rosto bem desenhado. E todas as noites, sem passar nenhuma, digo “eu te amo” quando desligo o computador. É uma rotina monótona, é uma rotina sem nenhuma alegria. Nem mesmo o cinema de minha cidade tem graça, preferiria estar lá em Londres morando com a do que estar no Brasil sem ele. Meus pais andam percebendo como voltei diferente. Comprei o tal apartamento que sempre quis, mas resolvi ficar morando com meus pais até eu ter todas as coisas que for preciso para poder acomodar-me.
As meninas vieram dormir em casa e todos iremos entrar no Skype e iniciar a chamada de vídeo juntos. Logo que a e a chegaram ficaram toda animadinhas. Se arrumando a cada minuto, e eu não me importei nem um pouco com a minha aparência, o que pra mim mais importa é ver e ver as meninas felizes.
- Cadê eles? To ficando apreensiva. - diz passando o batom vermelho e ajeitando mais certamente o cabelo.
- Calma, eles nem entraram ainda. – digo tentando parecer calma.
O tempo passa, todas nós ficamos sentadas na minha cama com o notebook no colo, as três mexendo no celular e vendo as fotos. Até que ‘tamtam’, entra e nós três juntas soltamos um grito e logo vem o convite novamente, aceitamos na hora. Os três com a expressão de assustados, começamos a falar coisas todos juntos.
- EI! – grito – Vamos nos organizar, falar cada um por sua vez, eu começo. – sorrio olhando para elas - , é difícil demais viver aqui sem você, sabia? É tudo tão sem graça, tudo parece sem vida, tudo parece sem... ar.
- , olha - me responde com a cabeça meio baixa – Eu te amo, sabe? E nada, nada mesmo vai ser capaz de mudar isso.
Balanço a cabeça e sorrio. Todas as declarações são feitas lentamente e todos ouvimos atentamente cada palavra. Até que minha mãe entra no quarto, nós damos um pulo e ela diz.
-
- Mãe, não tem como ser outra hora?
- Não.
Suspiro e digo para ela continuar. Digito para os meninos esperarem um pouco.
- Ok – ela continua – Sei do , sei do e sei do . – meu pensamento sussurra um “merda.” – Sei o motivo de vocês três estarem assim, nem mesmo a ideia de morarem juntas em um apartamento não satisfaz vocês. Sendo assim, eu, a mãe da e a mãe da resolvemos fazer algo. É uma coisa que dói demais meu coração, é como se eu estivesse entregando meu bebezinho para outra pessoa, mas é a felicidade de vocês, não tem como a gente mudar isso.
- Mãe, diga logo.
- Bem... – ela tira um envelope e nos entrega – O resto fica por conta de vocês. Eu te amo filha.
Quando ela fecha a porta os meninos já gritam para abrirmos logo o envelope. Rasgo rapidamente e dentro tem as três coisas que decidem nossos destinos. Três passagens de avião para Londres, e tem só de ida.



CAP. 14



POV : Depois de vermos as três passagens ficamos pasmas, a respiração cessa por alguns segundos e nossas mãos ficam gélidas. Os garotos estão parados na frente da webcam assustados com uma ponta de felicidade nos lábios. Depois de três meses sem nos vermos pessoalmente temos alguma esperança em relação a isso. Sorrimos e começamos a chorar ao mesmo tempo. Vejo escrevendo alguma coisa no celular e mostrando apenas para mim e para a . “Finjam que nós não vamos, inventem alguma coisa; eu tenho uma ideia de como iremos chegar de surpresa”.
- Isso é ótimo, mas... - começa a mentir com uma falsa expressão de drama.
- Mas? - diz assustado e quase choramingando.
- Mas nós não vamos. - complementa nossa mentira.
- O QUÊ? POR QUÊ? - exclama pulando da cadeira.
- Porque estamos com vidas diferentes aqui, temos que fazer a faculdade e comprar os nossos apartamentos. – completo quase não aguentando mentir para eles.
- Nós podemos construir nossas vidas aqui, todo mundo. Eu e você, , a e o e a e o .
- Me desculpe … - diz abaixando a cabeça – Vamos desligar, amanhã conversamos mais. Tchau.
- Se é assim que você quer... tchau.
Desligamos o notebook e olhamos pasmas para a , ela ri e olha para nós como se um plano perfeito já estivesse em sua cabeça.
- Ok, agora nos explique... o que exatamente foi isso? - diz balançando a cabeça negativamente.
- Eu tenho um plano. Acho que seria melhor se nós chegássemos inesperadamente, e nós sabemos onde os garotos vão comer todas as quintas, certo?
- Espere... eu estou entendendo – digo compreendendo o que quer dizer – Nós partiremos daqui no domingo e chegaremos segunda, armaremos o tal plano até quinta e o encontraremos na lanchonete, certo?
- Boa garota - sorri – Sim, vocês lembram da lanchonete pela qual o é fissurado, certo?
- Sim.
- Lembram do molho limitado?
- Sim - diz animada.
- Então.
nos conta o seu plano. Ela irá combinar tudo antes com os atendentes da lanchonete para fazer mais um pouco daquele tal molho. Pagará um preço bom e depois sentará em uma mesa – disfarçada, é claro – de frente para os garotos. irá vê-la e consequentemente irá ver o molho também. É provável que ele pedirá o molho, ou pelo menos um pouco, e é aí que tudo irá se desenrolar. Iremos aparecer e ficaremos de frente para eles. Todas nós estamos esperando que dê certo.

No domingo: Fomos primeiramente na casa da , logo depois na da e por último na minha. Por pouco não nos desidratamos por conta do choro todo. Prometemos voltarmos em pouco tempo para visita-las, ou voltarmos de vez se nada der certo.

No avião apertamos bem a mão uma das outras e quase não conseguimos esconder nosso entusiasmo. E depois de alguns aeroportos e mãos soando como nunca chegamos ao aeroporto de Londres. O coração na boca. Inquietáveis. Ansiosas. Tentamos tomar um café, mas só depois de irmos para o nosso hotel conseguimos parar quietas no lugar. Agora os dias irão parecer lentos até na quinta-feira. Até vermos eles.
Vamos para o hotel e para os nossos respectivos quartos, deito na cama e penso como será bom na quinta-feira, quando todas nós virmos eles. Qual será a reação deles? Bravos? Surpresos? Ou talvez irão tacar pratos, copos e tudo o que virem pela frente.

Na quinta, depois de a arrumar tudo certo, pagar os funcionários para fazerem mais molho, eu e a ficamos dentro do carro enquanto ela - - entrava na lanchonete, com sua peruca e roupas totalmente fora comum. Logo depois vemos os meninos entrando. Meu coração acelera e ficamos vidradas enquanto se sentam e passam o olho lentamente na direção em que a está sentada.



CAPÍTULO FINAL POV : Quando me sento na lanchonete e vejo , as lágrimas já começam a descer. As enxugo com um guardanapo e me concentro na tela do celular, fingindo que estou mandando mensagem pra alguém. Eles olham para mim, como se estivessem me reconhecendo. Desvio o olhar e chamo a garçonete que eu havia combinado tudo. grita pelo fone de ouvido: “AI MEU DEUS, VOCÊ ESTÁ VENDO ELES? ESTÁ?”. Sussurro um “hum-hum, cala boca”. Ouço a risada delas e logo depois, silêncio. A garçonete se aproxima.
- O molho especial e as batatas-fritas, certo?
- Quero um refrigerante também – sorrio.
Ela confirma com a cabeça e logo se retira.
- Sabe o que é foda? - diz.
- O quê?
- É que nós ainda amamos elas.
- Já podemos escutar aquelas músicas de cornos - diz com a mesma graça de sempre.
Não consigo esconder meu humor e dou uma risada não discreta o bastante para que eles olhem para mim, subitamente e todos de uma vez.
- Tudo bem, moça? - diz franzindo o cenho.
Balanço a cabeça e desvio o olhar dos deles. Eles se entreolham e posso adivinhar o que passam na cabeça deles “Que mulher louca”. Pouco tempo depois, a garçonete vem com as minhas batatas-fritas, o molho e o refrigerante. A primeira coisa que vê é o molho.
- Eu quero um desse também! – ele grita.
A garçonete sorri para mim como se dissesse “seu plano está dando certo”. Ela vira-se graciosamente para ele e diz:
- Desculpe, é só para ela.
- O quê?! Isso não é justo.
- Só para ela – a garçonete sibila.
Ele revira os olhos, e pouco tempo depois de a garçonete sair do seu ponto de vista, vem em minha mesa. Meu coração acelera quando ele começa a me olhar e olhar para o molho.
- Eu pago, pago o quanto você quiser, me dê o molho.
Balanço a cabeça negativamente, e logo coloco os óculos escuros.
- Não está sol aqui dentro. E quantos você quer? Eu pago! 400 dólares?
Balanço a cabeça negativamente.
- Pelo amor de Deus moça, diga alguma coisa – ele diz isso tão tristemente que tenho vontade de tirar a peruca, o óculos e beijá-lo ali mesmo – A minha namorada me deixou, eu ia pedir ela em casamento, mas aí ela me deixou. Ficou no Brasil, agora não sei mais o que faço e eu só queria um pouco de molho
- Ai. Meu. Deus! Ele ia te pedir em casamento - diz pausadamente, o que resume todos os meus pensamentos.
Então ele ia me pedir em casamento? Oh, merda.
- O quê? – digo com a voz um pouco roca, e com o choro quase vindo.
- Sua voz... – ele para por um segundo – Sua voz parece muito com a dela
- Deve s-ser um eng-gan-no – digo fazendo a voz mais tosca que pude – Sou g-ga-g-a.
e começam a rir descontroladamente e eu não consigo esconder a ponta de sorriso no canto dos meus lábios.
- Cara... – ele meneia com a cabeça – Não pode ser.
- Revele-se - grita pelo fone.
Sorrio, mordo meu lábio e me levanto enquanto tiro a peruca. Os outros garotos olham para mim com a boca aberta, o que exatamente está fazendo. Tiro os óculos escuros e sorrio para ele.
- - ele gagueja.
- Oi amor – digo enquanto aproximo-me dele – Me desculpe por ter dito aquelas coisas.
- É tudo mentira?
- Tudo.
Ele sorri e coloca as duas mãos em meu queixo, olha no fundo dos meus olhos e sussurra um “senti muitas saudades” antes de me beijar docemente, como nunca o fez antes.
Depois do beijo, as meninas também encontram os garotos, se beijam e sentamos todos em uma mesa só.
- Muita confusão para uma cabeça só - diz olhando para nós.
- Muita mesmo - concorda.
- Falta mais uma coisa - diz, sorrindo para mim.
- Chegou a hora! - grita.
Olho para eles confusa, dá a volta e diz para eu me levantar. Levanto-me e ele se ajoelha em minha frente. Coloco as mãos em frente a boca e mil coisas passam pela minha cabeça. Ele apresenta a caixinha de veludo, com um anel.
- , aceita fazer parte do meu futuro? Casa comigo?
- Como você sabia que eu iria estar aqui? Quer dizer, o anel, por que você estava com ele?
- Eu fico com ele todos os dias a partir do momento que você disse que não ia vir.
Começo a chorar e digo “Quero casar com você”, ele coloca o anel no meu dedo e me beija.
Acho que eu nunca estive tão feliz em toda a minha vida.


2 ANOS DEPOIS:
Já fazem quase dois anos que eu e estamos casados. Moramos em outra casa, perto de um campo e que fica na beira de um lago. Ficamos afastados de tudo e de todos. Estou grávida de seis meses e ele, parece ser o homem mais feliz de toda a face da terra.
- Então falta pouco para a nossa princesa chegar? – ele diz enquanto olha para o lago e passa a mão em minha barriga.
- Sim, está vindo.
Ele olha para meu rosto, sorrindo.
- Eu tenho que te contar uma coisa.
“Eu tenho que te contar algo” sempre foi a frase que mais temi todo esse período que estive nesse planeta, e agora, nesse exato momento, minhas pernas bambeiam quando ele fala isso.
- Diz!
- Você já deve ter se perguntado o porquê de essa casa ser enorme, certo? – balanço a cabeça positivamente – Meus pais morreram quando eu era um bebê, os pais do cuidaram de mim até eu ter idade suficiente para correr atrás de toda a minha herança, e bem, com o dinheiro das propriedades e de todas as coisas dos meus pais, nunca precisarei trabalhar.
- … sinto muito.
- Não sinta, amor.
- Sabe.. eu nunca imaginaria que isso iria acontecer um dia.
- Isso o quê?
- Ser feliz como eu sou com você.
Ele sorri e me beija, passando os dedos carinhosamente por entre meus cabelos.

No casamento da e do nós já estamos com nossa filha. Os dois parecem tão felizes. E se casaram com a grávida, mas isso é segredo.
Depois de mais dois anos, nossa filha já está andando e a filha da tem quase um aninho. e casaram, porém eles estão aproveitando a vida de casados sem filhos, apenas viajando o mundo. e encontraram a mulher da vida deles, estão noivos e mais apaixonados do que nunca. Nós fomos para aquela antiga casa do , depois de as crianças estarem dormindo, todos nós sentamos na grama, com uma fogueira e cantando.
- Tenho uma coisinha para nós - tira uma garrafa de champagne de trás dele e ergue.
Nos entrega uma taça, e as enche de champagne. Bebemos um pouco.
- O que estamos comemorando? – digo bebendo mais um gole, enquanto todos fazem o mesmo.
- A nossa eterna juventude. Nossa eterna amizade, e às famílias que se formaram agora. Estamos brindando à todos nós. Seremos eternas crianças a procura da perfeição, se é que já não achamos. Amo todos vocês.
As garotas começam a chorar, e os garotos se seguram para não fazer o mesmo
- ESSA É A NOSSA VIDA! - grita e todos nós pulamos, jogando champagne em todos.

Fim!


Você, , obrigada por acompanhar até o fim essa fanfic que surgiu do nada. Espero que tenha gostado, e até a próxima pessoal!

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